Polícia apura por que carga de 253 toneladas de explosivos foi armazenada em depósito irregular na Penha


G1 - A polícia do Rio abriu um inquérito para descobrir por que uma carga de mais de 250 toneladas de explosivos foi retirada do porto e colocada em um depósito irregular sem a segurança necessária, na Penha. Um dos onze contêineres ainda tinha um pequeno rombo na porta e estava fechado com cadeado convencional, algo fora do normal, já que se trata de um produto tão perigoso. A polícia foi acionada pela Receita Federal.

Os explosivos são usados comercialmente na mineração, mas a polícia já descobriu que é o mesmo material usado por assaltantes para explodir caixas eletrônicos. Agora, os investigadores querem saber por que os contêineres foram guardados em um lugar com acesso direto a comunidades controladas por fações criminosas.

A ação da polícia para a remoção da carga contou com o apoio do esquadrão antibombas, que vistoriou todo o material.

Especialistas afirmam que um acidente com essa quantidade de explosivos poderia provocar um desastre de imensas proporções. De acordo com o delegado Fabricio Oliveira, o raio de segurança para uma carga desse tamanho seria de mais de 7 km.

Após a ação da polícia, a carga de explosivos foi lacrada e guardada em um depósito considerado seguro pelo Exército. Segundo a Receita Federal, do ponto de vista aduaneiro, nada impede que os contêineres sejam embarcados neste sábado (30) para a Libéria, na África. Mas a receita só vai liberar o embarque depois de analisar a carga com um scanner.

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