Milícia cobra por estacionamento em comunidades na Barra da Tijuca, dizem moradores


Milicianos estão cobrando por estacionamento em comunidades localizadas na região do Itanhangá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Inicialmente instalaram uma cancela. Na semana passada, o grupo passou a cobrar uma taxa para dar direito ao morador a ter a cópia da chave que abre a barreira e assim ser possível chegar em casa.

A tranca impede que proprietários de veículos que não estão em dia com as taxas usem a via pública para estacionar. Moradores denunciam que foram colocadas cancelas com cadeados em, pelo menos, três ruas da região.

A “adesão” ao sistema, nem tão rotativo e restrito, consiste no pagamento de R$ 50 por uma cópia das chaves e R$ 120 por cada veículo. Motos custam R$ 80. Em determinadas ruas, há limites de vagas.

Em um comunicado emitido em grupos de mensagens, os responsáveis pelo estacionamento de duas regiões informam sobre a necessidade de pagamento até a data prevista. Os próprios milicianos estariam recolhendo as quantias nos dias determinados para pagamento.

“Eles agora acabam usando o sistema de cancela, inclusive, para proibir fornecedores de gás e caminhões de cervejaria a entrar. Com isso tem que comprar no depósito deles”, revela um morador, que por medo prefere não se identificar.

Na Estrada do Itanhangá, na Vila da Paz e Sítio Pai João, é possível identificar três cancelas em ruas próximas. De acordo com os moradores, ultimamente as taxas de cada imóvel (valores pagos a cada mês) também subiram.



Mensagem enviada a moradores por grupo que está explorando os estacionamentos — Foto: Reprodução

“Além de todos os serviços que eles exploram, agora o morador que juntou um dinheiro e comprou um carro acaba pagando por um estacionamento em via pública. A única opção de quem não concorda é não poder parar o carro na porta de casa”, completa.

Sobre as instalações das cancelas, o G1 entrou em contato com a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Secretaria de Urbanismo da Prefeitura do Rio.

Em nota, a PM informou que “o fato requer investigação. Em caso de possível crime encaminharemos a demanda para a Secretaria de Estado de Polícia Civil, responsável por investigações”.

A Secretaria de Urbanismo e a Polícia Civil ainda não se pronunciaram.


Fonte: G1

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