Delegado quer escolas trancadas e revistas em alunos em SP


Jornal Diário - Após o massacre que deixou 10 mortos em uma escola estadual na cidade de Suzano, na Grande São Paulo, o delegado de polícia titular de Santa Bárbara d’Oeste, Reynaldo Peres, defendeu a flexibilização da posse de armas para profissionais que atendem nas escolas públicas. Segundo ele, se algum funcionário do colégio estivesse habilitado e armado, a tragédia poderia ter sido menor.

Ele afirma que, professores e funcionários devidamente capacitados e habilitados para o porte de arma poderia ter minimizado a tragédia. Ele acrescenta que uma das formas de reforçar a seguranças dos alunos é manter as portas e portões trancadas e revistar os alunos na entrada, antes do início das aulas.

Para o delegado, o massacre também deve fomentar o diálogo sobre segurança pública. Em Santa Bárbara d’Oeste, haverá uma reunião entre os órgãos de segurança com representantes da diretoria de ensino e das escolas municipais e estaduais para discutir o assunto e questões de prevenção aos alunos.

A questão da segurança também vem sendo elencada pelas pastas estadual e municipal. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que os procedimentos de segurança em todas as 5,3 mil escolas serão revisados e está em estudo um projeto para reforço à segurança nas escolas mais vulneráveis.

O Governador João Doria, os secretários da Educação, Segurança Pública, Saúde e os dirigentes das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica acompanharam no local o trabalho de resgate e atendimento aos feridos. O governador decretou luto oficial de três dias no Estado. A limpeza da unidade escolar ocorreu com o apoio da Prefeitura de Suzano e da Secretaria da Educação.

Tragédia 

Um rapaz de 25 anos e um adolescente de 17 anos, armados e encapuzados, invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e efetuaram disparos contra alunos e funcionários. Foram registradas 10 mortes (oito vítimas e os dois atiradores) e 11 feridos. Segundo uma testemunha, os assassinos agiram durante a hora do intervalo na escola, quando os alunos se alimentavam, por volta das 9h30 desta quarta. Depois que os tiros começaram, os alunos tentaram pular o muro da escola para fugir. Outros saíram pelo portão principal. Antes de entrar na escola, os assassinos atiraram contra o proprietário de um lava-rápido na frente da instituição de ensino. A vítima era tio de um dos atiradores.

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