Meteorologista descarta fenômenos como ciclone e tufão na última tempestade no Rio


Quem presenciou a forte ventania em alguns pontos da cidade do Rio na última quarta-feira se assustou, o que movimentou as redes sociais. Muitos a classificaram como "ciclone", "furacão" e até o prefeito do Rio disse que foi "quase um tufão", pois o vento chegou a mais de 110 km/h na estação do Forte de Copacabana, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), mas a possibilidade de tais fenômenos foram descartadas.

"Não, não é ciclone, nem tufão. São estruturas totalmente diferentes. O que causou as fortes chuva e vento foi a presença da baixa pressão em altos níveis da atmosfera, reforçando o canal de umidade na superfície. Isso aumentou as nuvens mais carregadas entre o oceano, no Rio de Janeiro, até o Sul da Amazônia", disse o meteorologista Thiago Sousa, do Inmet.




Segundo o especialista, apesar do estrago causado, com ao menos cinco mortes, e o susto gerado na população, Sousa explica que esse tipo de tempestade é típica do verão. Entretanto, o mês de fevereiro começa atípico, com muita chuva e atingindo índices históricos.

Ao contrário da forte tempestade que ocorreu no Rio, ciclone, furacão e tufão — estes dois últimos, dois subtipos de ciclone — são fenômenos bem diferentes, caracterizados pela forte onda de ventos em formato giratório ou circular, que causam muita destruição.

Chuva acima da média para o mês de fevereiro


Dados do Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) apontam que, entre 18h e meia-noite desta quarta-feira, choveu mais do que a média de chuva esperada para fevereiro nas estações Vidigal (161,2 mm), Rocinha (164 mm) e Jardim Botânico (142, 6 mm).

Em Copacabana (83,4 mm) e na Barra/Riocentro (112 mm) choveu nesse período o equivalente a média histórica de fevereiro — 82,8% e 111,4%. Segundo o meteorologista do Inmet, a estação do Alto da Boa Vista do instituto registrou um acumulado de 143,6 mm durante o temporal, o que representa 85% da chuva esperada para todo o mês de fevereiro na região.

Fonte: O Dia

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