Mosquitos aliados são liberados no Complexo da Maré


Na segunda semana de janeiro de 2019 as comunidades que compõem o Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, começarão a receber os Aedes aegypti com Wolbachia, os mosquitos aliados no combate a dengue, Zika e chikungunya.

A liberação será feita por Agentes de Vigilância em Saúde (AVS) durante 16 semanas. O trabalho de soltura dos mosquitos aliados irá cobrir os territórios atendidos pelas seguintes unidades de saúde: Centro Municipal de Saúde Américo Veloso, Clínica da Família Diniz Batista dos Santos, Clínica da Família Jeremias Moraes da Silva, Clínica da Família Augusto Boal, Clínica da Família Adib Jatene e Centro Municipal de Saúde Vila do João. Os agentes percorrerão essas áreas a pé, carregando tubos plásticos transparentes, contendo mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia, que serão liberados nas vias públicas. A solturas serão realizadas uma vez por semana. Os seguintes bairros estão incluídos nessa área: Vila do Pinheiro, Morro do Timbau, Baixa do Sapateiro, Nova Holanda, Parque União, Rubens Vaz, Conjunto Esperança, Vila do João, Salsa e Merengue, Parque Maré, Nova Maré, Ramos, Paraibúna, Roquete Pinto, Joana Nascimento e Pata Choca.

Os Aedes aegypti com Wolbachia são mosquitos aliados no combate a dengue, Zika e chikungunya, pois possuem capacidade reduzida de transmitir os vírus dessas doenças. Quando são liberados no ambiente, se reproduzem com os Aedes aegypti que já se encontram nesses locais, dando origem a uma geração de mosquitos com essa característica. O objetivo, portanto, é substituir a população de mosquitos vetores destas arboviroses, por mosquitos que têm uma capacidade muito reduzida em transmitir dengue, Zika e chikungunya.



Nos últimos meses, uma série de ações educativas e de comunicação foi realizada na Maré, com o objetivo de informar a população sobre o Método Wolbachia. Esta etapa teve o apoio e a participação de parceiros do WMP no território, como lideranças comunitárias e associações de moradores, unidades de saúde, escolas e organizações não-governamentais, como a Redes da Maré. No dia 8 de dezembro, o WMP realizou, junto a parceiros, uma manhã de divulgação científica no Galpão Bela Maré.

Inicialmente, a liberação estava programada para começar nos últimos dias do mês de novembro. Entretanto, devido a aspectos operacionais, e em acordo com a Coordenação de  Atenção Primária (CAP) 3.1 da Secretaria Municipal de Saúde, a data foi alterada para janeiro, sem que haja qualquer prejuízo para as atividades.

Durante a etapa de liberações, é possível notar um aumento na quantidade de mosquitos. É importante lembrar que esses mosquitos não transmitem doenças e, após o término das liberações, a quantidade tende a voltar ao patamar anterior e, em alguns casos, pode até diminuir.

Após algumas semanas de liberação, armadilhas usadas para capturar mosquitos serão instaladas em residências e estabelecimentos disponibilizados por voluntários. O objetivo é monitorar o estabelecimento da população de Aedes aegypti com Wolbachia.

A previsão é que, até o final do mês de janeiro, outros três bairros da Zona Norte comecem a receber os mosquitos aliados: Jardim América, Parada de Lucas e Vigário Geral.

Fonte: ANF

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