Menino de 11 foi atingido por tiro no pescoço em sala de aula de escola municipal, na Penha


Carlos Henrique Dias, 11 anos, foi baleado de raspão no pescoço na manhã de quinta-feira (4/10), dentro da sala de aula da Escola Municipal Ariosto Espinheira, na Penha, Zona Norte do Rio. Não há informações sobre de onde teria partido o tiro que o atingiu. O aluno deu entrada no final da manhã no Hospital Estadual Getúlio Vargas e recebeu alta no mesmo dia.

Moradores da região da Vila Cruzeiro e Merendiba, que fazem parte do Complexo da Penha, relataram o intenso tiroteio nas redes sociais. "Não consigo sair para trabalhar", relatou um. "Acordei assustada com os tiros", disse outra. O aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT) informou pelo Facebook, que o tiroteio aconteceu por voltas das 8h. "Teve muito tiro e bombas na Penha. Estou na rua Quito com a Patagônia e parecia ser de muito perto", contou uma terceira.

A mãe de Caio, Kátia Araújo Dias de 56 anos, ouviu os tiros na manhã e estava em casa fazendo suas coisas quando recebeu a ligação da diretora dizendo que seu filho havia sofrido um acidente e precisava da mãe, mas estava bem.

"Assim que eu entrei na rua, vi a ambulância em frente a escola e só consegui dizer 'Jesus', e mais nada. Quando entrei no carro, ele já havia recebido todo o atendimento e estavam me esperando para irmos ao hospital. Eu nunca poderia imaginar que isso pudesse acontecer com ele. E quando cheguei, pensei que ele tivesse se cortado com alguma coisa ou até brigado, porque a escola é na praça Caí e parece que o tiro veio da Vila Cruzeiro, que é do outro lado", disse a aposentada.

"Essa violência está virando uma rotina e não deveria, aconteceu comigo hoje e infelizmente pode acontecer com outro a qualquer momento. É uma coisa muito entristecedora. A gente vê a falta de segurança até dentro da sala de aula. Ele não estava na rua brincando nem nada, estava na sala de aula estudando, e eu posso afirmar que se não for Deus nos guardando, não sei se teria sobrevivido. Isso é uma coisa muito triste, os tiros infelizmente são frequentes ali, e quando eu escutei tive que ir correndo para dentro de casa para me esconder. Muitas mães me ligaram depois para saber o que aconteceu, todas se mostraram bastante preocupadas com o estado de saúde do Carlos. Inclusive, no último Natal ou Ano Novo, o meu marido levantou de manhã para limpar a piscina e achou um projétil dentro dela", completou.

Vidraça da sala de aula atingida pelo tiro

O menino, que sonha ser jogador de futebol, contou que a professora pediu para que todos ficassem abaixados, conforme o protocolo de Acesso Seguro da Secretaria Municipal de Sáude, e quando a bala acertou o vidro, gritou para que eles se jogassem no chão.

"Eu estava sentado perto da porta assistindo a aula de língua portuguesa e levei um susto na hora do tiroteio. Quando a professora pediu, eu me joguei no chão, mas fui atingido enquanto caía. Ainda sinto um pouco de dor, tanto é que na hora, eu não conseguia nem falar, só queria saber onde estava o meu irmão. Mas ele estavam bem, e todos os meus amigos foram bem carinhosos e atenciosos comigo, uns até choravam de tão nervosos que estavam. Eu não sei se irei na aula amanhã, a médica me deu dois dias em casa. Ela disse que estou bem fisicamente, mas ainda estou um pouco traumatizado com tudo o que aconteceu. Mas a minha mãe disse que eu indo para aula, estarei mostrando para os meus amigos que estou bem, e eles irão ficar felizes com isso", relatou Carlos ao DIA.

Fonte e mais em O Dia

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