Tráfico manda moradores de favela derrubam muro e portão de conjunto do ‘Minha casa, minha vida’


Moradores da favela da Linha derrubaram, no final da tarde de ontem, o portão principal e parte do muro da frente do condomínio Rio do Ouro II, do ‘Minha casa, minha vida’ na Pavuna, Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, as invasões do conjunto são ordenadas por chefes do tráfico do Complexo do Chapadão. De acordo com moradores do condomínio, um tiro disparado por um criminoso do alto da favela, durante a invasão, chegou a atingir a janela de um dos apartamentos do quinto andar do bloco 1.

Como o EXTRA mostrou na última quarta-feira, o tráfico do Chapadão tenta invadir o conjunto desde o último dia 25, quando o muro dos fundos foi derrubado pela primeira vez. Um dia depois, traficantes e agentes do 41º BPM (Irajá) trocaram tiros no local. A 39ª DP (Pavuna) abriu inquérito para investigar as invasões.

Ontem, além de derrubar muros e portões, os invasores, oriundos da favela da Linha, que fica atrás do condomínio, atacaram os moradores do conjunto com rojões, pedras e tacos de madeira. O grupo, formado inclusive por mulheres grávidas e crianças, só saiu do conjunto após a chegada de cinco viaturas da PM ao local. Ao EXTRA, moradores fizeram um apelo ao secretário de Segurança, general Richard Nunes.

— O condomínio foi construído com dinheiro público. É obrigação do estado zelar pelo empreendimento. O estado está sob intervenção federal. Por que as Forças Armadas não ocupam o local? Achamos que iríamos viver com dignidade. Até agora, a casa própria só nos trouxe preocupação — afirmou um morador. Procurada, a Secretaria de Segurança não respondeu aos questionamentos do EXTRA.

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