Tiroteio durante operação das Forças de Segurança assusta moradores da Favela da Rocinha


O sábado amanheceu em um clima de tensão para moradores da Rocinha, na Zona Sul do Rio, e de bairros do entorno. No início da manhã, moradores relataram barulho de fogos. Era o sinal de alerta feito por criminosos que indicava a presença de tropas federais em uma operação da Intervenção Federal na Segurança no Rio. Houve tiroteio na região e a autoestrada Lagoa-Barra, ligação entre as zonas Sul e Oeste da cidade, chegou a ser fechada por uma hora e meia, até as 7h44, segundo o Centro de Operações da prefeitura.

Há blindados e homens do Exército na Avenida Padre Leonel Franca, na Gávea, via que dá acesso ao túnel acústico Rafael Mascarenhas. O Comando Conjunto não informou quantos militares, além de policiais civis e PMs, atuam na operação, que também realiza cerco e estabilização dinâmica nas favelas do Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade, todas na Zona Sul. O porta-voz do Comando Conjunto, coronel Carlos Cinelli, negou que a operação deste sábado seja uma resposta ao confronto ocorrido na Urca na tarde desta sexta-feira. Segundo ele, a ação já estava planejada. Cinelli também negou que a operação nas favelas da Zona Sul tenha sido antecipada.
O interventor federal para a Segurança no Rio, general Braga Netto, chegou à Rocinha para acompanhar os trabalhos por volta das 10h. Após se reunir na base móvel do Choque, no pé da comunidade, ele chegou a subir um pouco a Estrada da Gávea a pé, com um forte esquema de segurança: mais de 30 militares ao seu redor. Por volta das 10h30, ele deixou a Rocinha, sem falar com a imprensa, em direção à Cidade de Deus, na Zona Oeste, onde a intervenção atua com 4.600 agentes pelo quarto dia consecutivo.

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