Com luz e água cortados, festa junina da Feira de São Cristóvão é incerta


A tradicional festa junina do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, a popular Feira de São Cristóvão, tem realização incerta. O pavilhão vem funcionando com abastecimento de água e luz a base de caminhões-pipa e geradores, desde que a Cedae e a Light cortaram o serviço do local, graças e uma dívida que chega a R$ 30 milhões.

A prefeitura, que administra sozinha o local desde janeiro, negocia com as concessionárias e busca parceiros para que a festa ocorra ainda este mês.

Estamos vendo parcerias para fazer essa festa junina acontecer. Lógico que a festa é muito importante para a Feira de São Cristóvão, mas nosso foco principal hoje é arrumar a casa — diz Wagner Montes Filho, que está há um mês à frente da coordenadoria da Casa Civil responsável pela administração do espaço.

Os cortes na água e na energia ocorreram há pouco mais de oito meses, segundo comerciantes que têm barracas no local. O motivo seria a falta de pagamento das contas durante a administração do último presidente da Associação de Feirantes, que geriu o espaço até outubro do ano passado.

— O último presidente foi o pingo d'água, a ponto de a prefeitura ter que assumir. Ele deixou de herança uma dívida que ninguém sabe como foi contraída — diz Gilberto Teixeira, comerciante que integra o Comitê “Somos todos Feira de São Cristóvão”.

FEIRANTES PROMETEM PASSEATA

Na próxima terça-feira, o grupo fará uma passeata pacífica com o objetivo de entregar um documento de reivindicações à prefeitura. Os feirantes querem voltar a ter participação na administração da Feira de São Cristóvão.

— A prefeitura não deveria chegar querendo resolver os problemas da feira sem a participação do feirante — opina Teixeira.

O feirante Flávio Fárney, dono de uma barraca de comida no local e integrante do local há 15 anos, lamenta a situação do centro cultural.

— Estamos colhendo os frutos que não plantamos, mas delegamos a terceiros pra plantar em nosso nome — comenta

PREFEITURA PLANEJA MUDANÇAS

Hoje, a feira é gerida por uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Secretaria Municipal da Casa Civil, depois de ficar, algumas vezes, a cargo da Riotur. Foi a própria Riotur que assumiu a administração em outubro de 2017, encerrando o convênio com a Associação de Feirantes em janeiro deste ano, sob a justificativa de irregularidades na gestão.

Segundo Wagner Montes Filho, a intenção da prefeitura é reorganizar as barracas e promover uma gestão que envolva os feirantes e até mesmo os frequentadores.

— Vamos fazer um recadastramento para saber quem pode estar ali, porque há muita coisa errada — explica.

Outro plano é cobrar proporcionalmente pela área utilizada por cada estabelecimento, além de fazer cobranças individualizadas das contas de água e luz para que cada comerciante pague o que consumir. Para isso, o coordenador afirma que negocia a volta do fornecimento normal de água e luz.

— Estamos trazendo a Light e a Cedae de volta para a feira. É o que deve ser feito.

Fonte: Extra

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