Pessoas enfrentam longas filas e ônibus cheios na volta para a casa, no Rio


Embora os caminhoneiros já tenham começado a desmobilizar os pontos de bloqueios nesta segunda-feira (28/5), a greve ainda causa reflexos, principalmente nos transportes. Com apenas 46% dos ônibus circulando na cidade, os passageiros levaram mais tempo nos pontos para voltar para a casa.

Na Central do Brasil, segundo uma fiscal de ônibus, a média dos intervalos durante a tarde estava sendo de meia hora. A expectativa era que esse tempo fosse reduzido no horário de rush para 20 minutos. A Rio Ônibus chegou a divulgar que o número de coletivos nas ruas deveria aumentar ao longo do dia, conforme as garagens fossem recebendo combustíveis. Até as 18h, no entanto, a frota continuava com 45% de sua capacidade.

O militar Elias França, que estava há meia hora no ponto esperando a linha para Anchieta, desistiu de aguardar e embarcou num outro ônibus.

— Esse é para longe da minha casa, mas o tempo que vou gastar caminhando pode ser menor do que vou esperar aqui. Hoje já demorei três horas da minha casa ao trabalho — reclamou.

O oficial de pedreiro Nildo Duarte também teve problemas para ir do Centro à Penha. Até havia ônibus para a sua casa, mas, de tão cheio, ele preferiu esperar um pouco mais.

— Estou há uma hora aqui (na Central). Nesse tempo, já passaram dois, mas todos superlotados. Não consegui entrar — lamentou.

No estado, a situação é semelhante. De acordo com a Fetranspor, apenas 40% da frota está nas ruas. Com menos ônibus operando, muitos passageiros continuam optando por outros meios de transportes, como trens e metrô. Na Central, o movimento era considerado pequeno para um fim de tarde. Algumas linhas, inclusive, deixavam a estação vazias.

Fonte: Extra Online

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