Condenada mandar matar a nora em Queimados está foragida


A dona de casa Solange Reinaldo Viana, de 64 anos, condenada a 19 anos de prisão por ser mandante do assassinato da nora, a professora Lia Gomes da Silva, em agosto de 2016, está foragida. Em novembro do ano passado, a juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da Vara de Execuções Penais (VEP), determinou a expedição de um mandado de prisão contra Solange. A decisão foi motivada pela fuga da dona de casa do Instituto Penal Oscar Stevenson, onde cumpria pena no regime semiaberto. Segundo o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), até hoje, ela não foi recapturada.

Três dias antes da fuga, a Justiça havia determinado o retorno de Solange para o regime fechado após a detenta ser flagrada com um telefone celular em sua cela. “Não é permitido a apenada portar na UP aparelho de telefone que possibilite a prática de outras atividades criminosas, não podendo o juízo ficar silente”, afirmou a juíza Larissa Maria Nunes Barros Franklin Duarte, também da VEP, quando determinou a transferência de Solange para uma unidade de regime fechado.


O crime pelo qual Solange foi condenada aconteceu em Queimados, na Baixada Fluminense. No dia 1º de agosto de 2016, por volta das 7h30, a nora de Solange, Lia Gomes da Silva, foi seqüestrada por dois homens, na porta do Colégio Curso Alternativo, em Vilar dos Teles, onde trabalhava como coordenadora pedagógica. O corpo dela foi encontrado no dia seguinte, pela manhã, na Rua Coicé, bairro Vila Coimbra, em Queimados. Lia levou dois tiros: um na cabeça e outro na barriga.

O sepultamento, no dia seguinte, foi acompanhado por cerca de 200 pessoas, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita. O ex-marido de Lia, Emerson Reinaldo Viana, de 32 anos, saiu do enterro detido pela polícia, como suspeito do crime. Na ocasião, a desconfiança era de motivação passional. Na delegacia, Emerson negou ter ordenado ou participado diretamente do assassinato. Militar da Marinha, ele foi levado à Base de Abastecimento da Marinha (BAM), em Olaria, onde é lotado.


Dez dias após o crime, no entanto, agentes da 64ª DP (Vilar dos Teles) prenderam Solange. Segundo a investigação, ela pagou R$ 1 mil a um pistoleiro para cometer o assassinato. Na delegacia, Solange confessou o crime e disse que mandou matar a nora porque não aguentava mais ver o filho sofrer após o término do relacionamento
Fonte: Extra Online

Comentários :

Translate

Pesquise

Doe e Ajude com PayPal

Receba notícias por E-mail