Casal de professores é sequestrado no campus do Fundão e passa onze horas sob mira de bandidos


Polícia Civil do Rio está investigando o caso do sequestro de um casal de professores da UFRJ ocorrido dentro do campus da universidade, no Fundão, no final da manhã de sexta-feira (18/5). Nas redes sociais, Patricia Zancan e Mauro Sola-Penna fizeram um relato das 9 horas de terror que passaram nas mãos dos criminosos. Eles fizeram o registro na 15ª DP na Gávea e nesta segunda o caso será levado para a delegacia da Ilha do Governador.

Segundo o casal, os três homens os levaram para uma comunidade em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, logo após terem sido abordados na Avenida Carlos Chagas Filho, próximo à Bio-Rio, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

Segundo eles, durante todo o tempo eles ficaram sob a mira das armas dos criminosos. Eles contam que os homens respondiam às mensagens que eram enviadas a eles pelo wattsapp pela família e amigos para impedir que dessem falta deles e, dessa forma, prestassem queixa à polícia. A principal preocupação deles era o filho de 7 anos que iam pegar no colégio no início da tarde. Os professores dissseram ainda que foram libertados à noite sem dinheiro e celular.

Desorientados, eles conseguiram ajuda de uma pessoa que emprestou o celular e só então conseguiram contato com a família. A professora explicou que essa mesma pessoa os levou até um ponto de táxi.

Eles perderam dois celulares, dois computadores que utilizavam para o trabalho na universidade, o carro e R$ 38 mil em compras feitas com seus cartões de crédito após serem obrigados a fornecer as senhas.

No relato, os professores denunciam a falta de segurança no campus da UFRJ e cobram iniciativa da reitoria e da prefeitura da universidade. Segundo eles, as notícias de violência no Fundão são diárias.

"Cadê a ação da Reitoria? Da Prefeitura Universidade? Cadê a gestão e atenção com os funcionários desta casa que tanto se esforçam para fazer da UFRJ uma universidade de excelência? Quantos mais terão que passar por esse trauma desumano?", escreveram

Em nota, a prefeitura da UFRJ disse que está acompanhando o caso junto à polícia e que lamenta ter que "registrar, mais uma vez, um crime desse tipo na Cidade Universitária".

Eles explicam que já houve uma reunião da reitoria da universidade com Subsecretário de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Segurança do Rio, Roberto Alzir, e pediu atenção ao aumento do número de sequestros relâmpagos no campus.

A prefeitura informou que o secretário se comprometeu a reforçar o policiamento nas vias. Na UFRJ, a segurança das áreas externas é de responsabilidade da Polícia Militar.

Eles informam também que haverá uma reunião na próxima quarta-feira (23), entre a prefeitura e a Divisão Antissequestro da Polícia Civil para tratar deste e outros casos envolvendo a comunidade universitária.

Fonte: G1 e Extra

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