Caminhoneiros impedem saída de carretas que levariam combustível para barcas



Caminhoneiros que estão em frente à Reduc, em Duque de Caxias, estão impedindo a saída de caminhões que levariam combustível da refinaria para as barcas. O Choque e viaturas do 7º BPM, 12º BPM e 15º BPM chegaram ao local para permitir a passagem dos veículos.

Em nota, o Gabinete de Intervenção Federal informou que as ações "estão centradas na garantia da segurança e na necessidade normalização do abastecimento de itens básicos para a população e do sistema de transporte público nos diversos modais" e que "as escoltas que vêm sendo realizadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro têm como objetivo a manutenção da capacidade de funcionamento de setores essenciais, atendendo às demandas que chegam ao Gabinete de Gestão de Crise liderado pela Secretaria de Estado de Segurança (SESEG)".

DIA DE PROTESTOS NA WASHIGNTO LUIS

No começo da tarde deste sábado, cinco carretas saíram da Reduc com combustível para abastecer o sistema BRT na cidade do Rio, que voltou a circular às 17h com menos de 10% da frota. O acordo foi feito entre o Choque da Polícia Militar e caminhoneiros que protestam na Rodovia Washignton Luis, em Duque de Caxias. Os veículos transportaram 175 mil litros de diesel, para as empresas Normandy (Curicica), Jabour (Santa Cruz), Redentor (Jacarepaguá) e Real (Vila do João), que atuam no BRT. Os grevistas fazem o controle da passagem de veículos com carga pela via e do acesso ou saída da refinaria. Até o fim da manhã, a regra era liberar combustível apenas para Forças Armadas, polícias e hospitais.

Mais cedo, o clima no entorno da Reduc era de tranquilidade. Cerca de 150 pessoas participavam de um protesto, inclusive dez crianças. Um caminhão de brinquedos de festa infantil chegou na manifestação e foi recebido com euforia pelos grevistas. A ideia era montar um pula-pula em frente ao portão do Reduc, para impedir a saída de caminhões para abastecimento de postos de gasolina. O plano, no entanto, não se concretizou.

Apesar de serem considerados pelos caminhoneiros como apoiadores da greve, policiais militares presentes no local impediram a montagem das peças. Esta foi a primeira decisão dos agentes que contrariou os manifestantes. O clima, na maior parte do tempo, é de cooperação. Três pula-pulas foram montados afastados dos portões, fora da rota de passagem dos veículos, em cima da grama. Os brinquedos são usados pelas crianças das famílias presentes.

Via Extra Online

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