Sargento da PM morre em troca de tiros na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca


O sargento Carlos Eduardo Gomes Cardoso, lotado no 41ºBPM(Irajá) morreu durante confronto na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, na manhã deste sábado (28/4). O sargento fazia parte da equipe que atuava em apoio ao 18º BPM (Jacarepaguá), que realiza uma operação na comunidade desde o começo da manhã. O policial foi atingido no peito e no braço e chegou a ser levado para o Hospital municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.

Moradores usaram as redes sociais para relatar o confronto e dizem que os disparos teriam começado às 5h nos morros Bateau Mouche e São José Operário. De acordo com postagens, há movimentação policial no local e um blindado já está na região do conjunto do Ipase, acesso à comunidade Bateau Mouche.

No perfil oficial no Twitter, a PM publicou uma nota de pesar pela morte do sargento: "Um dia nos encontraremos na eternidade. Lá ninguém irá nos separar jamais." E é com pesar que informamos o falecimento do sargento Carlos Eduardo Gomes Cardoso, do 41ºBPM. Ele foi ferido nesta manhã, em serviço, após confronto com criminosos na comunidade do Bateau Mouche. "

O sargento Cardoso tinha 36 anos e há 12 estava na Corporação. Ele era casado e deixa dois filhos. O agente é 37º policial militar a ser morto este ano.

Desde as primeiras horas da manhã, moradores relatavam o intenso confronto:

“Acordei cedo para ir trabalhar, mas estou sitiado dentro de casa”, escreveu um morador nas redes sociais. “Bala voando com força a essa hora da manhã na Praça Seca. O feriadão promete, já que aqui não temos direito a paz”, desabafou um internauta.

“O dia começando c/muitos tiros no Bateau Mouche e São José Operário. Os moradores sem direito de dormir mais um pouco”, postou uma moradora. “Rajadas de tiros na Praça Seca, mas o BRT está operando”, disse outro morador da Praça Seca.

A comunidade do Bateau Mouche era dominada por milicianos até o mês passado, quando mudou de mãos. Segundo informações da Polícia Civil, os traficantes, com o apoio da maior facção criminosa do Rio, conseguiram se estabelecer principalmente no alto da comunidade. Pelo mato no topo do morro é possível chegar à favela da Covanca, uma das que mais deram apoio à retomada.

Extra

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