Homem acusado de homicídio é preso logo após se casar durante operação contra milícia em Campo Grande


Um homem acusado de envolvimento com uma milícia na Zona Oeste foi preso durante seu casamento, na manhã desta quarta-feira (25/4). Bruno Barbosa da Silva, 31 anos, acusado de homicídio, havia acabado de assinar o contrato de núpcias em um cartório de Campo Grande quando foi surpreendido por agentes da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). A polícia chegou até o Bruno após uma denúncia anônima no último dia 19 de abril.

Bruno é um dos 18 presos até o momento na ação que a Polícia Civil realiza desde cedo contra o braço financeiro de uma milícia que atua em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Os agentes estão nas ruas desde as 5h30m. Participam da operação policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DPCA), Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), delegacias distritais da capital, Baixada Fluminense e interior e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

A ação conta ainda com a parceria de órgãos públicos que controlam ou fiscalizam atividades paralelas em que o grupo criminoso está envolvido, como a ANP e o Detro. Entre os negócios da milícia, estão o transporte ilegal em vans, venda e distribuição de gás e combustível, retirada ilegal de barro e comércio de mercadorias falsificadas.

Além de cumprir os mandados de prisão, os policiais apreenderam 25 vans que são controladas pelos milicianos. Segundo o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro), os veículos irregulares foram levados para um depósito público.

O delegado Fábio Barucke disse ainda que um dos alvos da operação é o miliciano Wellington, conhecido como Ecko. Os agentes estiveram na casa dele, identificado apenas como Wallace. Na residência, os policiais encontraram uma central de monitoramento clandestina de onde os milicianos faziam o controle de toda a movimentação em três comunidades: Antares, Cesarão e Três Pontes, em Santa Cruz. Segundo Barucke, ele pode ter visto a aproximação dos agentes e, por isso, conseguiu fugir.

Extra

Comentários :

Translate

Pesquise

Doe e Ajude com PayPal

Receba notícias por E-mail