Chefe do tráfico morto em troca de tiros no Moro do Juramento era filho de Policial Militar reformado



Via Extra

Pelo menos seis pessoas morreram no confronto entre traficantes pelo controle do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio. Entre os mortos está Bruno Alberto Botelho Jaccoud, de 30 anos, o Palmito, chefe do tráfico na comunidade. Filho de um policial militar reformado, ele foi morto na região conhecida como Igrejinha.

O pai, que levou o corpo do filho para uma praça em um dos acessos à comunidade, disse que o filho foi traído pelos próprios membros da facção criminosa que controlava o morro. De acordo com o homem, que não quis se identificar, o filho foi atingido por um tiro nas costas, que seria um sinal de uma troca de comando forçada.

O policial militar, de 61 anos, contou que este é seu segundo filho que morre envolvido com o tráfico de drogas. Há cerca de dez anos, Daniel Jaccoud, então com 19 anos, foi morto na Favela da Quitanda.

— Dei um apartamento para cada um deles. O Palmito tinha três carros e duas motos que eu dei para ele, mas escolheu essa vida. O que que eu vou fazer? Além de policial aposentado, eu tenho um escritório de contabilidade. Sempre cuidei bem dos meus filhos. Agora estou prestes a enterrar o meu segundo filho no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita — lamentou.

Na comunidade, o clima era de muita tensão na manhã deste sábado. Pequenos comércios no interior da comunidade não abriram suas portas. Mas o presbítero Cristiano Costa, de 35 anos, da igreja evangélica pentecostal de Vicente de Carvalho — que fica numa das partes mais altas do Juramento —, fez questão de abrir as portas para um sermão para apenas duas fiéis que atenderam ao seu chamado

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